Vinheria Percussi

A cozinha italiana de qualidade e boa carta de vinhos consagram Vinheria Percussi como um restaurante familiar e de sucesso.

A ideia, de fato, foi muito boa. Se existe choperia, livraria, churrascaria, doceria, por que não uma vinheria? E assim surgiu, em 1985, a Vinheria Percussi, que na época nem chegava a ser um restaurante. Era um lugar onde se vendiam bons vinhos e, por conveniência, algo para um refeição frugal. Sanduíches, saladas, quiches e lanches despretensiosos, combinados com o rótulo correto. Fundada por Luciano e Maria Grazia Percussi, italianos da Ligúria, funcionava na Rua Joaquim Antunes, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Possuía apenas vinte lugares e ainda recorria-se ao serviço de balcão. Luciano Percussi tinha uma representação da bebida, mas queria abrir uma loja que pudesse atender diretamente o consumidor. Aliás, o comércio de vinhos era uma atividade que exercia mais por paixão que pelo lucro que dela resultava. Proibira a venda de refrigerantes ou cervejas em seu estabelecimento. As únicas concessões eram feitas a água e ao suco de uva natural.

A decolagem da casa ocorreu em 1987, quando o filho do casal, Lamberto Percussi, formado em administração de empresas, decidiu assumir o comando do negócio, desde que tivesse total autonomia para realizar algumas mudanças. A partir daí, o Vinheria ganhou novas dimensões e constituiu uma história marcada pelo sucesso. Ainda situado mesmo bairro, mudou de endereço, com capacidade para setenta e cinco pessoas. Como precisava de alguém mais para ajudá-lo, propôs sociedade à irmã, Silvia, que acabara de retornar da Itália. Aos 23 anos, estava fascinada pela cultura, arte e gastronomia daquele país. Como havia cursado desenho industrial e trabalhava com decoração de interiores, acabou se encarregando de cuidar do visual da casa, além de cumprir a função de relações-públicas. Tornar-se chef, então, foi o caminho natural. "As tradições italianas sempre estiveram presentes na família, principalmente à mesa", diz ela.

"Texto extraído da Revista Gula"